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by YuMi DeAth

 

Capítulo 7 - Um início de ano surpreendente

Quando a segunda-feira chegou, e o sol do dia 1º de setembro raiava do lado de fora da janela do dormitório da Grifinória, Rony dormia em um sono ainda profundo. Harry, que ficou praticamente a noite inteira acordado, ainda estava sentado na beira da janela. Edwiges voava pela manhã em seu passeio matinal e, de vez em quando, pousava onde seu dono se encontrava. Ele observava o céu, e tinha esperanças que Píchi trouxesse alguma resposta de seu padrinho; ou até mesmo, um recado mandado por Hermione.

Sua preocupação estava deixando-o atormentado; não conseguiu dormir durante o final de semana. Ficava pensando coisas terríveis sobre o que poderia ter acontecido a Sirius. Será que Voldemort o pegara? Tinha certeza de que o Ministério não o capturou, pois que não havia lido nada em nenhuma edição do Profeta Diário. Será que Sirius sofreu algum ataque dos Comensais da Morte, assim como ele sofrera?

Para se distrair desses pensamentos terríveis, Harry tomou um banho demorado, se vestiu com uma camiseta e uma calça aparentemente muito enormes para ele; foram roupas de seu primo Duda, para variar. Pelo menos, elas estavam limpas, e ainda tinha o dia inteiro para até a chegada no começo da noite de todos os alunos.

Quando ele já estava pronto para descer e tomar café, Rony parou de roncar, e se espreguiçou. Ainda sonolento, levantou-se da cama, e se espantou em ver que seu amigo já estava acordado e arrumado.

- Nossa... - Rony dizia, em meio aos bocejos, olhando para Harry. - Que horas são? Já é tão tarde assim?

- Ainda são oito da manhã... - Harry respondeu.

- E por que você já está assim?

- Falta de sono... Anda, se arruma e vamos descer pra tomar café!

Harry e Rony achavam muito chatos fazerem qualquer refeição no Salão Principal de Hogwarts; eram apenas os dois naquele enorme espaço, com as quatro mesas compridas das casas, e ainda tinha os professores, na mesa principal. Comer e beber na frente de todos os professores era muito ruim; sentiam-se como se estivessem cumprindo detenção. Por isso, muitas vezes, os dois escapavam e iam diretamente à cozinha; ali eles filavam o que queriam e sem a vigilância de ninguém; somente milhares de elfos domésticos que lhe enchiam de muitas coisas gostosas sem parar. Várias vezes, eles chegaram atrasado para almoçar ou jantar, só para que a maioria dos professores tivesse terminado suas refeições e ido embora. Era menos pressão para eles agüentarem.

Naquele dia porém, eles seguiram em direção ao Salão Principal e se encontraram com exatamente todos os professores. Até mesmo, a Profa. Lies estava lá; sua ausência era algo que se tornara constante. Parecia alegre e estava irritando todos os professores, como era de seu costume. Dumbledore chegava a rir de todas as suas piadas, mas todos os outros queriam dar uma bela de uma surra nela para calar a boca. Snape tentava manter-se calmo, mas via-se claramente como suas mãos tremiam de raiva, enquanto ele segurava os talheres. Hagrid bufava toda hora e lançava olhares de desaprovação à professora. McGonagall tentava ignorar, assim como Flitwick. Sprout e Vector, mantinham-se controlados, embora estivessem prestes a explodir de raiva. Até a Profa. Trewlaney não tinha palavras para demonstrar qualquer previsão medonha em função a Srta. Lies.
Rony queria rir muito da cena, mas conteve-se, tapando a boca com as mãos e entrando vagarosamente no salão, ao lado de Harry. Quando estes se sentaram no canto da mesa da Grifinória, próximo à mesa dos professores, o olhar da Profa. Lies chegaram até eles, e seu sorriso irônico se formou rapidamente em seus lábios:

- Olha só quem acordou cedo! - ela dizia, chamando a atenção de todos os professores que tentavam não olhar para ela. - Harry Potter e seu amiguinho Ronald Weasley! Bom dia para vocês!

Os dois acenaram com a cabeça, cumprimentando-a e a todos os outros professores. Quase todos acenaram de volta. Snape não moveu um dedo sequer, e estava com a sua habitual expressão séria.

- Bom dia, Sr. Potter! - Dumbledore dizia, enquanto bebia uma taça cheia de suco de abóbora. - Bom dia, Sr. Weasley! Dormiram bem?

- Pode ter certeza! - respondeu Rony, ainda espreguiçando-se.

Harry sorriu, e balançou a cabeça, confirmando a pergunta do diretor. Estava com a aparência abatida, que era inutilmente escondida. Dumbledore não se atreveu a perguntar, mas seus olhares através de seus oclinhos meio-lua dizia que ele sabia. A Srta. Lies abriu a boca para comentar algo, porém, o diretor levantou o seu braço em sinal de silêncio. Ela fechou a boca novamente e voltou ao seu lugar.

A comida que ia aparecendo nos pratos dos dois garotos enchiam os olhos de qualquer um: eram bolos, doces e salgados, pães fresquinhos, além de sucos deliciosos e de diferentes sabores que estavam à disposição. Rony avançava em tudo, diferente de Harry, que apenas observava e brincava com a sua comida. Ele estava preocupado demais com Sirius para sentir fome.

A mesa dos professores foi se esvaziando, até que apenas Dumbledore permanecia por ali. Este se levantou, e sentou-se ao lado de Harry, com alguma dificuldade; devido a suas enormes vestes e a idade, que já não o ajudava muito.

- Algum problema, Harry? - ele perguntou.

Rony parou de mastigar o pedaço de bolo de chocolate que enchia a sua boca e observou o diretor, que estava à sua frente.

- Professor... - Harry começou. - O senhor... tem falado... tem falado com meu... padrinho?

- Preocupado com Sirius, Harry? - Dumbledore sorriu. - Não se preocupe. Ele está bem.

- É que faz tempo que ele não responde a carta de Harry! - Rony deixou escapar, cuspindo sem querer, algumas migalhas do bolo.

Dumbledore sorriu e Harry, lançou olhares de desaprovação pelo comentário do amigo. Não era para ninguém saber disso; porque Rony tinha que contar?

- Acho que vocês não deveriam se preocupar com isso! - Dumbledore falou, e levantava novamente. - Ele está bem.

Harry sorriu para o diretor, agradecendo o conforto que este lhe cedera. Mas não melhorou com isso; precisava de uma prova que Sirius estava bem. Dumbledore já estava se dirigindo à saída do salão, quando ele pára na porta, e ainda diz:

- Se Sirius realmente estivesse em perigo, nós saberíamos, Harry. Pode ter certeza disso.

* * *

O dia correu tão rápido que, quando os garotos se deram conta, todos os alunos estavam chegando do trem que partira da Estação King Cross. Harry e Rony, já estavam vestindo o uniforme da Grifinória, e tiveram que ficar esperando pelos outros alunos com a Profa. McGonagall no portão de entrada.

A professora de Transfiguração estava séria, e sorria de vez em quando para os dois, enquanto olhava para o horizonte, à espera de algum sinal. Não demorou muito para que os alunos do segundo ano em diante estivessem já à vista; muita agitação e balbúrdia que aos poucos, aumentava de volume. Foi quando a porta principal se abriu e, os primeiros da fila, começaram a entrar.

Harry procurava por Hermione entre os milhares de alunos que iam passando, sendo conduzidos agora pela Profa. McGonagall. Viram inúmeros alunos da Lufa-lufa, e Harry logo sentiu um aperto no coração. Algumas pessoas daquela Casa ainda o culpava pela morte de Cedrico; ele mesmo se culpava por isso. Mas esses pensamentos ruins logo evaporaram-se quando Cho Chang, uma aluna da Corvinal, passou por ele, sorrindo. Sentiu uma felicidade crescendo bem no fundo de si, e acenou de volta para a apanhadora da Corvinal, que estava rodeada de amigas.

- Harry! - Harry, que estava olhando Cho intensamente, volta à realidade quando é cutucado por Rony. - Olhe... Hermione!

Hermione vinha acompanhada por Simas Finnigan, Neville Longbottom, os gêmeos Fred e Jorge, além de Gina. Eles também avistaram os dois e aceleraram o passo, chegando mais rápido para junto deles.

-Harry! Rony! - Hermione abraçou os dois de uma vez só. - Que bom que vocês estão bem!

Cumprimentaram todos os grifinórios, e seguiram os outros, embora estivessem com os passos mais lentos que os demais. Falavam sobre as férias e Harry e Rony contaram aos amigos como foram as duas semanas antecedentes em Hogwarts.

- Puxa, imagine duas semanas inteira em Hogwarts sem nenhum aluno... - Simas exclamava. - O que vocês fizeram de bom?

- Nada! - os dois responderam ao mesmo tempo.

- Nada?! - Fred surpreendeu-se.

- Fomos vigiados vinte e quatro horas por dia! - Rony respondeu.

- Que chato! - Jorge falou. - Mas pelo menos deve ter sido duas semanas de paz para vocês!

Os gêmeos encontraram com Lino Jordan, outro aluno da Grifinória, e eles seguiram mais adiante. Gina se enturmou com algumas amigas do mesmo ano que ela e Neville e Simmas apressaram mais o passo, deixando apenas Harry, Rony e Hermione para trás.

- Quer dizer que agora, a residência de Potter é Hogwarts? - uma voz arrastada e conhecida ecoou atrás deles.
Draco estava entre Crabbe e Goyle, logo atrás dos três. Ele andava com passos minuciosos, e na mesma velocidade dos grifinórios.

- O que você quer, Malfoy? - Rony perguntou, com um olhar de fúria.

- Não quero nada... - Draco respondeu, com um sorriso maroto nos lábios. - Apenas comentar como Hogwarts está virando um centro de caridade! Eu aposto, Weasley, que a sua família lhe jogou aqui porque não há dinheiro suficiente para te sustentar nas férias de verão. Então, nada melhor do que acompanhar "o sem-pais" Harry Potter em sua estadia de férias de verão em Hogwarts.

Se Harry e Hermione não tivessem segurado Rony pelos braços, este, com certeza, já estaria rolando no chão e dando umas porradas na cara do sonserino. Crabbe e Goyle abafavam as suas risadinhas.

- Cai fora, Malfoy! - Harry esbravejou.

- Aposto que... - Draco continuou. - ...você, Potter, com certeza deve ter feito algo muito grave para que o quisessem aqui, nas férias, sob vigilância constante de todos os professores. Ou senão, deve estar morrendo de medo de ser atacado por forças das Trevas e não conseguir escapar vivo outra vez.

- Aposto que não. - respondeu Harry, desta vez, com um sorriso irônico. - Posso fazer com o Lord das Trevas algo muito pior do que eu fiz com você no trem, da última vez!

O rosto pálido de Draco ruborizou-se. Lembrou que, ao passado, ele, Crabbe e Goyle receberam feitiços diretamente de Harry, Rony, Hermione, Fred e Jorge. Draco chegou na estação e teve que ser levado pelos pais para tratamento intensivo de desfazer feitiços. Muitas mágicas foram misturadas, e o difícil foi ter achado a ordem de execução deles, para fazê-lo voltar ao normal. Draco recebeu inúmeras broncas do pai, e teve que agüentar diversas objeções de Lúcio Malfoy.

- Bem, - Harry começava a falar novamente, já que Malfoy não falava nada. Rony agora estava mais calmo e ria disfarçadamente, recordando do estado de Draco no trem. - Já que não tem mais nada para dizer, nós vamos indo...

Os três chegaram quase a correr, dando às costas a Malfoy, enquanto tentavam não rir. No meio do caminho, Harry se livrou das vistas de Collin Crewey, que olhava para todos os lados, certamente tentando localizá-lo. Ele se camuflou entre alguns alunos sextanistas da Grifinória e encontrou, mais a frente, Dino Thomas, Lilá Brown e Parvati Patil. Ele, Rony e Hermione, que vinham logo atrás, sendo empurrados por milhares de pessoas, acenaram, e ficaram ao lado, conversando freneticamente, sem perceber a cara de aborrecimento de Malfoy, que os fitava abruptamente.

Logo, eles estavam se acomodando em sua mesa no Salão Principal. A Prof. McGonagall saiu novamente, depois que ela certificou-se de que todos já se encontravam dentro do salão. Provavelmente, Harry pensava, ela iria buscar os alunos do primeiro ano. E enquanto isso, os alunos veteranos estavam bastante agitados; Harry acreditava que a maioria comentava sobre o retorno de Voldemort. Desde que Dumbledore informou a todos sobre esse fato, há muito tumulto entre os bruxos; mesmo entre aqueles que não acreditavam nisso.

Harry sentava-se ao lado de Hermione e de frente para Rony, que conversava animadamente com Dino sobre quadribol. Hermione, que folheava o Livro Padrão de Feitiços, 5ª série mal dava atenção aos outros. Simmas e Neville também conversavam, mas os pensamentos de Harry estavam mais longe.

Olhando a mesa dos professores, Harry viu de relance o rosto bonito e jovem da Profa. Lies. Lembrou-se então, de que não contara nada a Hermione sobre ela. Ele a cutucou para lhe chamar a atenção. Mione resmungou alguma coisa que não dava para entender devido ao imenso barulho de conversas paralelas entre os alunos e Harry apontava para a Profa. Lies, dizendo que ela seria a nova professora de Defesa Contra Artes das Trevas.

Ao contrário do que Harry podia imaginar, sua amiga não se surpreendeu e nem fez outras perguntas; apenas voltou a folhear seu livro de feitiços. Harry então, entrava na conversa de Rony e Dino, tentando ignorar a amiga.

Não demorou muito para que Dumbledore se levantasse e pedisse silêncio. Quando o silêncio finalmente se concretizava, as portas se abriram novamente, e novos alunos entravam em fila, atrás de McGonagall.

As faces dos novos alunos expressavam confusão e medo: os mesmos sentimentos que Harry sentiu quando entrou pela primeira vez em Hogwarts. Cho, que estava na mesa da Corvinal ao lado, observava também a vinda desses alunos. Um certo momento, os olhos delas se encontraram com os de Harry. Ela sorriu, e voltou a olhar para os novatos. Harry sentiu suas bochechas corarem, enquanto Hermione, que viu a cena, tapava a boca escondendo a sua risada.

Seus olhos não saíam de Cho Chang; Harry se segurou na borda do banco para não se levantar e ir até aonde a garota estava; ele sentia seu coração bater forte e queria muito estar ao lado dela. Rony achou estranho a expressão de "peixe-morto" que o amigo demonstrava em seu rosto, e logo entendeu o porquê: assim que virou-se para confirmar se era o que suspeitava, ele meneou a cabeça e até tentou chamar a atenção de Harry. Sem sucesso. Ele continuava a observar a bela garota, que não voltou a olhar para ele.

Estava tão concentrado na apanhadora da Corvinal que nem percebeu que o chapéu seletor já havia cantado a sua música inicial, e que a Profa. McGonagall já estava chamando os alunos novos para se sentarem no banquinho e serem selecionados.

- Avery, Ícarus!

Ao ouvir esse nome, Harry rapidamente interrompeu a sua concentração visual e voltou à realidade. McGonagall já estava chamando os novos alunos, e Ícarus Avery já estava sentando-se no banquinho, enquanto o chapéu seletor lia a sua mente.

A última vez que Harry ouviu esse sobrenome, Avery, foi no ano anterior, quando ele enfrentou Voldemort. Viu, ou melhor, ouviu o Lord das Trevas se referir a um Comensal da Morte como "Avery". Tremeu ao relembrar esses fatos, e recordou também que Fudge mencionara que Avery fora absolvido.

Harry olhou para o garoto, que estava com o chapéu seletor sobre a cabeça. Ele tinha cabelos claros muito curtos, meio espetados, olhos muito azuis, e estava bastante assustado. Era diferente de Draco, que inspirou confiança quando ele sentou-se naquele banquinho.

"Vamos lá...", Harry já estava meio impaciente, pelo fato do chapéu estar demorando muito para decidir. "Diga Sonserina logo de uma vez!".

Em alguns instantes de silêncios, muitos observavam atentamente Avery. Ele mexia os lábios com dificuldade; parecia que estava rezando, enquanto fechava os olhos com força. Por um momento, Harry se viu ali, no lugar dele, no primeiro dia de aula. Ele pedia para o chapéu seletor que não o colocasse na Sonserina. Imaginou se o garoto estaria implorando para que caísse na casa de dos bruxos das Trevas.

Poucos instantes depois, finalmente o chapéu seletor decidira:

- GRIFINÓRIA!

Os alunos da mesa da Grifinória aplaudiram, enquanto Avery respirou aliviado. Ele se levantou do banquinho e se dirigia até a mesa da Grifinória, sorrindo para os outros. Harry estava perplexo.

Certamente, ele devia ter alguma ligação com o "Avery", o Comensal da Morte. Pessoas geralmente da mesma família caíam na mesma casa. E Harry estava certo de que todos os Comensais da Morte, todos os seguidores de Voldemort, tivessem pertencido a Sonserina. Com exceção de Pedro Pettigrew, é claro. Mas será que, esse tal de Avery também era da Grifinória e se converteu para o lado das Trevas?

Avery cumprimentava animadamente muitos alunos veteranos, enquanto a seleção prosseguia. Harry chegou a cumprimentar o garoto também. Este, sorriu e, quando postara os olhos sobre a sua cicatriz, eles se arregalaram. Ele sorriu novamente, mas não disse nada. Avery tentou se ajeitar em um lugar vago da mesa, ao lado de alguns alunos do segundo ano.

Rony e Hermione perceberam a indiferença do amigo. Mione cochichava com Harry, enquanto o chapéu selecionava mais um aluno para a Lufa-lufa:

- O que aconteceu? Você parece pálido...

- Avery... - Harry abaixou a cabeça. Rony debruçou sobre a mesa para tentar escutar o que o amigo dizia. - Um Comensal da Morte...

Harry falou tão baixo, mas tão baixo, que apenas Hermione, que estava com os ouvidos apurados e os olhos atentos nos movimentos dos lábios, entendera. Como era de se esperar, Hermione abriu a boca e tapou-a com as mãos, enquanto Rony fazia cara de quem não estava entendendo nada.

- SONSERINA! - o chapéu selecionava Dickson Mahoney.

Hermione fazia o sinal para Rony que depois da cerimônia, ela explicaria.

Harry tentou olhar para Ícarus Avery, que estava sentado depois de dez pessoas ao lado de Hermione. Ele esticou o pescoço, mas não conseguia enxergar o garoto. Viu Gina lhe acenar, e retribuiu com um sorriso.

Quando voltou a olhar para frente e prestar atenção à cerimônia, novamente, ele viu Cho. Ela estava o encarando, sorrindo levemente. Ele sentiu seu rosto arder, e abaixou a cabeça, tentando escondê-la.

- LUFA-LUFA! - Anne Wands era a última aluna selecionada.

Assim, Dumbledore desejava as boas-vindas a todos. Então, como todos os anos, os pratos e taças vazias se encheram num instante, provocando surpresas e admiração para os alunos novos. Os veteranos, que sempre chegavam em Hogwarts famintos, avançaram nos pratos, sem qualquer cerimônia.

A conversa voltava ao Salão, enquanto a Profa. McGonagall retirava o chapéu seletor e o levava para ser guardado. Nem Harry nem Hermione conseguiram contar sobre Avery para Rony, já que Dino, Simmas e Neville começaram a comentar com eles sobre os alunos novos, no mesmo instante em que comiam deliciosos pedaços de frangos e cozidos.

McGonagall voltou em seguida e, antes de sentar em seu lugar, ela pede para que todos ficassem em silêncio para que o diretor pudesse falar. Demorou um pouco até que o silêncio total fosse conquistado, mas enfim, Dumbledore levantou-se e começou o seu discurso anual:

- Quero informar alguns recados aos novos alunos que ainda não sabem, e reforçar os veteranos, que provavelmente já esqueceram de tudo o que eu falei ano passado! - e sorriu.

"Devo informar que o acesso à floresta é extremamente proibido a todos os alunos. Este ano, devemos ser mais cautelosos, devido ao retorno de Voldemort!"

Muitos alunos estremeceram ao ouvir o nome do Lord das Trevas. Harry tentou localizar Avery e ver a sua reação; mas por mais que esticasse o pescoço, não conseguiu enxergar nada.

- Portanto, - Dumbledore prosseguiu, ignorando os temores dos alunos. - É importante dizer que vocês devem estar sempre atentos a qualquer momento; principalmente do lado de fora do castelo. Isso vale para os treinadores de quadribol essencialmente.

Harry sentiu que o diretor olhava diretamente para ele.

- Sendo assim, vocês devem estar preparados para o que puder acontecer daqui em diante. Devem saber se defender quando o perigo chegar. Por isso, eu qualifiquei alguém com conhecimentos aprofundados capazes de passar a todos vocês. Apresento a Srta. Kehara Lies, a nova professora de Defesa Contra Arte das Trevas!
Lies levantou-se e sorriu para todos os alunos ali presente. Houve murmúrios por todos os cantos e, diversos alunos, ficaram pasmos pela jovialidade da professora. Harry e Rony observara Snape, que expressava um olhar assassino para a professora. Estava certo de que, mais uma vez, ele não aceitava o fato de alguém ter conseguido o cargo que ele tanto deseja.

- Posso garantir - Dumbledore falou alto desta vez, para interromper os cochichos dos alunos. - Que ela tem capacidade de transmitir todo o seu conhecimento aos alunos. - a Profa. Lies sentou-se novamente. - Bem, este ano, as regras de todos os outros ainda estão válidas. Haverá o campeonato de quadribol normalmente. - muitos gritaram quando isso foi mencionado. - Assim como o campeonato das Casas. Lembrando que, esse ano, teremos eleição para escolhermos os novos monitores e o novo monitor-chefe das casas. - Hermione sorriu, enquanto Dumbledore continuava. - Os interessados deverão procurar o diretor de suas respectivas casas para se candidatar.

Mais murmurinhos. Hermione agora tinha um sorriso de cobria metade de seu rosto. Rony percebeu isso, e riu, se divertindo da amiga. Dumbledore, com mais dificuldade do que antes, conteve a ansiedade de todos e continuou:

- Amanhã de manhã serão distribuídos os novos horários para cada turma. Por enquanto é só. Qualquer alteração no calendário ou em eventos, eu comentarei. Monitores, podem conduzir os alunos para cada casa. Tenham uma boa-noite e sejam bem-vindos, mais uma vez, à Hogwarts!

O barulho agora estava mais alto; todos se levantaram praticamente ao mesmo tempo e agora, tinham muito assunto ainda para botar em dia, fora mais o que comentar sobre o que teriam esse ano. Para sorte de Harry, ele não conseguiu se encontrar com Collin Crewey, que ainda mantinha os olhos em toda a multidão, à procura de seu ídolo. Harry também não conseguiu ver Avery no caminho ao Salão Comunal da Grifinória. Ele decidiu que poderia falar com ele depois, talvez amanhã de manhã, quando tudo estivesse mais tranqüilo.

- Então... - Rony chamou a atenção de Harry e Hermione, que caminhavam em silêncio. - O que foi que aconteceu aquela hora, Harry? O que você disse a Mione?

Harry olhou para os lados, a fim de certificar-se que se tinha alguém escutando. Assim que viu que todos estava distraídos, ele disse:

- Avery... aquele garoto, Rony!

- Aquele que foi selecionado hoje para a nossa casa? - Rony indagou.

- Esse mesmo... Lembra que eu falei os nomes que ouvi dos Comensais da Morte?

Rony parou de caminhar. Sua mente estava trabalhando aquele momento, tentando encontrar as palavras que ouviu do amigo, contando sobre o confronto com Voldemort.

- Você quer dizer que...

- Sim, Rony! - adiantou-se Hermione. - Existe também um Avery entre os Comensais.

- Isso não é possível! - retrucou o garoto. - Se ele é filho, ou qualquer parente, ele deve ter o sangue de um... sonserino?

Harry e Hermione permaneceram calados no corredor; um pouco distante do quadro da Mulher-Gorda. Esperaram até todos os alunos entrarem na Grifinória para que eles seguissem em seguida.

O Salão Comunal já se encontrava vazio, e eles até estavam pensando em permanecer por alguns instantes ali, conversando. Mas Hermione interveio e dizia que amanhã eles teriam que acordar cedo e por isso, tinham que dormir. Rony resmungou, mas concordou com a amiga, e se despediram. A garota subia as escadas do lado direito, em direção ao dormitório das meninas, enquanto Harry e Rony subiam as escadas espiraladas até o dormitório que, a partir daquela hora, não eram somente deles.

Entraram no quarto, e encontraram com os outros companheiros de turma, que já estavam de pijamas. Simas ainda estava arrumando as coisas, tirando suas roupas da mala.

- Nossa, o que vocês acharam Profa. Lies? - Simmas comentou, enquanto procurava alguma coisa dentro de sua mala, atirando diversas roupas sobre a cama.

- Ela é bonita... - Dino respondeu, já deitado e com os olhos fechados.

- E chata! - completou Rony, chamando a atenção dos outros. Neville, que já estava estendido na cama, virou a cabeça, também querendo saber o que Rony queria dizer com aquilo. - Sinceramente, ela é insuportável...

- Insuportável? - Simas indagou. - Ela parecia simpática...

- Vocês não ficaram aqui durante duas semanas para conhecê-la. Senão, estariam dizendo a mesma coisa...


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