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by YuMi DeAth

 

Capítulo 9 - Personalidades

Fred achava que, divulgando os testes de quadribol no Salão da Grifinória, a notícia ficaria apenas entre os alunos da casa. Como estava enganado... Logo na quinta-feira, muitos alunos de outras casas já estavam sabendo; havia milhares de comentários pelos corredores: não eram comentários maldosos, se o grupo que estivesse discutindo não pertencesse a Sonserina.

Harry, que andava ao lado de Rony em direção à aula de Trato de Criaturas Mágicas, saindo do castelo, continuavam a comentar sobre os testes de quadribol. Rony queria se inscrever para artilheiro; ele amava o esporte, e não custava nada tentar.

- Há um único problema, Weasley! - Draco vinha atrás dos dois, com Crabbe e Goyle como guarda-costas. - Como você iria jogar se não tem uma vassoura decente? Seria com uma Shooting Star, modelo de 55? - e soltou uma risada arrastada. - Isto é, se você tiver dinheiro para conseguir uma preciosidade dessas!

Rony ainda conseguiu avançar para dar um soco na cara de Malfoy, mas Crabbe e Goyle se opuseram à sua frente; os dois enormes rapazes formaram uma barreira grande e sólida (quer dizer, nem tanto...), impedindo-o que avançasse.

- Você nunca vai conseguir se tornar artilheiro, Weasley! - Draco continuou, dando um passo mais à frente do grifinório. - Aliás, a Grifinória não vai conseguir nenhum artilheiro e nenhum goleiro. Vocês nem sequer chegarão a jogar!

- É o que você pensa, Malfoy... - Harry respondeu, encarando-o com fúria. - Veremos quando a Grifinória for jogar com a Sonserina. Veremos...

A voz de Harry saiu com tanta confiança que fez com que Draco se calasse. Rony se surpreendera com a determinação do amigo, mas achou muito divertido a cara de tacho de Malfoy.

Os dois apressaram seus passos em direção à orla da Floresta Proibida; era ali, perto da cabana de Hagrid que eles tinham aula de Trato de Criaturas Mágicas. Eles tinham um certo receio em relação à essas aulas; só de lembrar do tipo de criaturas que Hagrid gostava, Harry sentia até arrepios. Criaturas monstruosas e perigosas, o guarda-caça considerava como "bichinhos de estimação".

Harry e Rony foram um dos primeiros a chegarem, e logo avistaram Hagrid. Ao seu lado estava com uma grande caixa no chão, coberta com um pano branco. A caixa não se mexia e nem fazia ruídos estranhos; tentaram imaginar que tipo de animal manso que estava ali eles iriam ver hoje.

- Olá! - Hagrid cumprimentou os dois. - Como vocês estão?

- Bem, Hagrid! - Rony respondeu. Depois, apontou para a caixa coberta. - O que é isso?

- Ah, vocês vão gostar disso! - o gigante respondeu. - Esperem todos os outros alunos chegarem e verão!

A ansiedade em querer saber que animal estaria ali, fez com que o tempo de Harry e Rony passasse muito devagar. Hermione, que chegou correndo em pouco tempo, respirava com dificuldade. Ela acabou desabando e sentando-se na grama.

- Não acha que está exagerando, Mione? - Rony disse à amiga. - Os testes do N.O.M.s ainda estão longe!

Acho que não é necessário ficar correndo feito louca nos intervalos entre as aulas para estudar na biblioteca!

- Exagerando?! - exclamou a garota, arfando de cansaço. - Rony, são testes que testam todos os nossos conhecimentos de magia! Se não nos adiantarmos a partir de agora, depois tudo ficará mais corrido. Aliás, acho que deviam fazer o mesmo.

Rony não teve tempo de retrucar; todos os grifinórios e sonserinos já estavam reunidos. Hagrid, metodicamente fez a chamada, mostrando que estava extremamente ansioso para mostrar o que tinha ali escondido: leu a lista tão rapidamente, que nem esperava os alunos responderem. Harry teve a impressão de que ele colocava presença para todo mundo.

- Muito bem, - Hagrid começou a falar, enrolando a lista de chamada. - Neste ano iremos estudar diversos animais interessantes. Para começar, vamos falar sobre um animal que garanto que muito de vocês já leram sobre ele. - Hagrid procurava os alunos que estavam com o exemplar de Animais Fantásticos e Onde Habitam na mão. Hermione era uma das únicas pessoas que o segurava. Ela sorriu para o amigo que prosseguiu com a sua aula:

- Quero que vocês dêem uma olhada nisso! - Hagrid retirou o pano branco que cobria a caixa. Na verdade, era uma caixa de vidro transparente, contendo água e uma coisa que parecia um ovo depositado ali. - Alguém sabe o que é isso?

Todos os alunos correram e formaram um círculo em volta daquele aquário grande. Harry pôde ver que o ovo, ou aquilo que se parecia com um ovo não era opaco; ele era semi-transparente, e podia ver um animal estranho se formando ali dentro; embora não nitidamente.

Hermione se adiantou, respondendo sem ao menos levantar a sua mão:

- É um ovo de Hipocampo!

- Isso mesmo, Hermione! - Hagrid disse, sorrindo. - Vou acrescentar dez pontos para a Grifinória!

- Era só o que me faltava! - uma voz arrastada ressoou atrás do círculo de alunos. Draco estava isolado, do lado de fora, com Crabbe e Goyle. De braços cruzados, ele mantinha a sua arrogância e continuou o seu comentário, quando já tinha virado foco das atenções de todos. - Como se não fosse o bastante a gente ter criado animas cruzados e perigosos, agora precisamos ficar cuidando de animais aquáticos! Se ainda fossem peixes... Mas acho que ficar andando com um Hipocampo pra lá e pra cá não vai ser legal, professor.

- E por que não, Malfoy? - Hagrid indagou. - Não vou pedir para vocês ficarem o tempo todo cuidando de um Hipocampo. Apenas iremos estudar a sua formação.

Rony queria rir da cara de Malfoy naquele instante, mas Hagrid continuou a sua aula, antes que Draco pudesse dizer mais alguma coisa. Harry admirou a conduta do guarda-caça; quantas vezes já fora humilhado pelo aluno da Sonserina? Teve a impressão de que, a cada ano que se passava, Hagrid ia adquirindo mais confiança de si.

O fato que estava sendo gerado dentro do ovo ainda não tinha um formato propriamente reconhecível; mas mexia-se vagarosamente. Hagrid contava de onde surgiram os Hipocampos, desde o tempo da Grécia Antiga. Alguns alunos mostraram-se bastante interessados sobre o animal; outros, receavam que ele crescesse demais e se tornasse perigoso.

- Na próxima semana, - Hagrid disse aos alunos. - Iremos ver como estará esse ovo e saberemos se ele evoluiu ou não. Não há tarefas para a próxima aula. Apenas digo que, se vocês se interessarem, podem pesquisar sobre o Hipocampo nos livros da biblioteca. Ou no próprio exemplar de Animas Fantásticos e Onde Habitam, que eu sei que vocês têm, fala sobre esse animal.

* * *

Os alunos do quinto ano da Grifinória se apressaram para o almoço; a maioria deles estavam empolgados para o que iriam ter naquela tarde: a primeira aula de Defesa Contra Artes das Trevas. Sentados na mesa do Salão Principal, Harry olhava atentamente o horário.

- Ah, não! - Harry exclamou. - Temos aula de Defesa Contra Artes das Trevas junto com os alunos da Sonserina! Veja, Rony!

- Eu vi... - Rony respondeu, comendo um pedaço de frango, e deixando algumas migalhas escaparem pela boca. - Eu só espero que a Profa. Lies não esteja a favor da Sonserina, assim como o Snape. Imagine ter que agüentar ela tirando inúmeros pontos da gente!

Diferentes de Harry e Rony, todos os outros garotos estavam bastante empolgados com essa aula.

- Ouvi dizer que ela é bastante competente! - dizia Simas. - E que ela é justa com seus alunos.

Rony quase engasgou:

- Justa? De onde você tirou isso, Simas?

- Ouvi os alunos do quarto ano comentarem. Eles tiveram aula com ela no primeiro período de hoje, não?

A discussão sobre a Profa. Lies não durou muito; logo, eles terminaram o almoço e desceram as masmorras, em direção à sala de aula. Chegaram muito adiantados; não somente os alunos da Grifinória como da Sonserina também. Até Draco estava meio inquieto e ansioso; nem mesmo veio falar desaforos que somente ele sabia para os dois grifinórios.

Sentados em suas carteiras, a sala de aula ecoava os sons de conversas entre os alunos. Ali não era tão fria como a sala de Snape; mas a iluminação também passava com dificuldade por entre as minúsculas janelas.

Como era de se esperar, Hermione chegou um pouco depois, correndo feito uma louca e muito cansada. Ela respirava com muito esforço, e mal conseguia falar. Largada em sua carteira, nem deu tempo dela dizer alguma coisa aos amigos, pois a Profa. Lies entrava calmamente na sala. Dando passos curtos, seus olhos azuis percorriam o rosto de cada aluno, procurando, na certa, gravá-los. A classe inteira estava em silêncio, e permaneceu assim até a professora chegar na frente, em sua mesa. Ela largou ali alguns livros que estava carregando e abriu um pergaminho, que Harry reconheceu que era a lista de chamada.

- Bom tarde! - ela cumprimentou a todos, estampando um belo sorriso em seu rosto. Naquele momento, ela não parecia a mesma Srta. Lies que Harry e Rony conheceram semanas antes. Quem a visse naquele momento, acharia que ela era bastante simpática. - Acho que já fui apresentada a vocês, mas não custa nada me apresentar de novo... Aliás, vai custar sim: alguns minutinhos de minha aula sendo jogados fora. - e sorriu novamente.

Muitos soltaram uma risada baixinha. Hermione permaneceu séria, e tentava se organizar em meio a um monte de livros que trazia na sua mochila.

- Meu nome é Kehara Lies, mais conhecida como Srta. Lies por aqui em Hogwarts. Mas, por favor, podem me chamar de professora, de Lies, de Kehara, de qualquer coisa, menos Srta.! Mas se quiserem me chamar de Srta. Lies, pode ter certeza de que estarão encrencados e cumprirão detenção a noite inteira! - e ela riu animadamente, assim como todos os outros que estavam na sala. Rony também chegou a rir, e duvidou que aquela era a mesma pessoa que ele viu desafiar todos os outros professores.

Ela olhou para Rony e Harry demoradamente, e sua expressão foi ficando mais séria. Por fim, disse:

- Brincadeiras à parte, vamos direto ao assunto: esse ano, vocês terão quatro aulas semanais comigo, e eu tenho que cumprir um horário extremamente extenso. Embora o Prof. Lupin e o Prof. Moody tenha adiantado bastante coisa para vocês nos anos anteriores, ele não pode cobrir o atraso de vocês. Realmente, Lockhart atrasou a todos com suas lorotas durante o ano que ele dava aulas aqui...

Ela conhecia Lockhart? Harry imaginou que ela soubesse exatamente o que acontecia aqui em Hogwarts nos anos anteriores. Talvez Dumbledore havia relatado ela, já que iria ocupar um cargo importante.

- Depois que eu fizer a chamada, irei fazer uma breve introdução sobre as Artes das Trevas; todos os seus aspectos e como reconhecê-la. Mas antes... - Harry teve a impressão de que ela olhava diretamente para ele. - Irei impor algumas regras...

Os alunos calaram-se. Olhavam profundamente a professora, e ansiava pelo o que ela queria dizer com "regras". Foi a primeira vez que Hermione sorriu na aula. Rony concluiu que a amiga ficava feliz só de ouvir essa palavra.

- Primeiro: eu não admito atrasos em minha aula. Minha aula é séria e não serei boazinha com ninguém na hora de descontar pontos por causa de infrações.

Ninguém se mexeu. A professora continuou:

- Segundo: não serei injusta com ninguém. Disso vocês podem ter certeza. Uma coisa que eu odeio, é a injustiça. E não sei do que eu sou capaz de fazer quando eu vejo alguma injustiça ser cometida.

- Ela deve estar falando do Snape! - Rony cochichou para Harry.

- Terceiro e último, - a professora aumentou o seu tom de voz, e olhou diretamente para Rony. - Detesto ser interrompida quando estou falando. Ou ter que interromper a aula por causa de desobediência de certos alunos, Ronald Weasley.

Os alunos da Sonserina estaparam mais uma vez, a vitória de ver um grifinório levando bronca.

- Acho que não fui clara, não é mesmo? - ela olhou para o lado que estava os alunos da casa de Snape. - Odeio interrupções. Acho que terei que conversar com o Prof. Snape a respeito de sua casa, que não atende às obrigações que os professores impõem.

Com muito esforço, a Grifinória permaneceu em silêncio. A classe toda estava calada, enquanto a professora fazia a chamada. Alguns estavam meio que apavorados. O mais estranho de tudo, é que Draco estava sossegado; ele não estava incomodado com a reação da professora. Pelo contrário; ele chegava até a sorrir.

Harry percebeu isso, mas não estava a fim de levar outra bronca da professora. Preferiu comentar com Rony e Hermione depois que a aula acabasse.

O decorrer da aula parecia ser cansativo. Alguns alunos lutavam contra o sono, e Hermione, lutava contra o cansaço para anotar cada palavra que a Profa. pronunciava. Ela falava sobre diversos acontecimentos sobre as Artes das Trevas; o seu surgimento em tempos atrás, jaz imemoriáveis. Relatou também a história do Lord das Trevas, Voldemort. Estranhamente, ela pronunciava o nome dele sem qualquer desafio; muitos alunos tremiam só de ouvi-lo.

- E eu acho, - a professora continuava a explicar, consultando o relógio. - Que é exatamente por causa dele que a carga de aula de Defesa Contra as Artes das Trevas está mais pesada esse ano para todos vocês.

Lilá levantou o braço trêmulo naquele instante. A professora olhou para Lilá; depois se dirigiu à lista de chamada que estava aberta sobre a sua mesa. Então, ela voltou para a garota:

- Sim, Srta. Brown?

- É... é verdade... - gaguejava a grifinória. - ... É mesmo verdade que... Você-Sabe-Quem... retornou?

- Ainda duvida disso, Srta. Brown? - Lies ironizou. - Mesmo que isso fosse mentira, é de minha obrigação que devo prepará-los para o dia em que Voldemort retornar. Um dia ele voltará, não? Ou todos crêem que as Artes das Trevas podem ser facilmente eliminadas? - e encarou Harry.

Houve muitos murmúrios entre os alunos da sala. Draco parecia estar se divertindo com essa situação, assim como muitos da Sonserina. Alguns ficavam apenas quietos, sem manifestar nenhuma reação. Harry olhou para trás, e reparou em uma garota de cabelos castanhos longos e presos sentada na última carteira encostada com a parede da direita. Ela estava imóvel, e seus olhos negros e profundos eram vazios. Pelo uniforme, Harry reconheceu que ela era da Sonserina. Por que nunca tinha a visto antes? Todos esses anos na mesma classe e nunca havia reparado nela? Foi aí que ele percebeu o quanto desconhecia a existência de vários alunos de Hogwarts. Será que ele realmente conhecia todo mundo de sua própria casa, Grifinória? E se lá tivesse um bom goleiro ou um bom artilheiro que nunca tinha visto antes?

Pensar nos testes do próximo sábado estava se tornando rotina; a partir disso que ele começou a reparar nas pessoas que estavam ao seu redor.

Lies começou a caminhar na sala e desviou a atenção de Harry. Ela olhava seriamente e, conforme caminhava por entre as carteiras, as conversas iam cessando-se. De repente, ela disse a todos:

- Bom, eu acho que eu também vou consertar essa mania que a maioria dos bruxos tem. Essa maldita mania de chamar Voldemort de Você-Sabe-Quem, ou Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado. Como vocês pretendem defender-se do Lord das Trevas se não conseguem nem pronunciar o nome dele?

Harry debruçou-se sobre a mesa. Tinha aprendido com Dumbledore de que as pessoas devem ser chamadas pelo nome que tem; já estivera diversas vezes frente a frente com seu maior inimigo, e não havia nenhum motivo para que Harry não o chamasse de Voldemort.

- Mas não vou obrigar a ninguém a fazer isso... - a professora continuou. - Na verdade, isso é uma das coisas que vocês aprenderão com o tempo. Aprenderão e se acostumarão. Vão perceber que, a melhor maneira de enfrentar os seus medos, é superando-os. E, para começar, nada como vocês começassem a chamar Voldemort pelo nome. Pelo menos, na minha aula, quero que todos digam Voldemort em vez de Você-Sabe-Quem. Estamos combinados?

Todos apenas balançaram a cabeça, confirmando. Quanto a esse pequeno detalhe, Harry não teria problemas. Ele próprio, quando ia conversar com algum colega da escola, fazia de tudo para evitar dizer o nome de Voldemort. As aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas dariam a oportunidade de ele dizer um milhão de vezes seguida o nome de seu arquiinimigo.

- Então, - Lies ajeitou os cabelos negros que caíam sobre a testa, jogando-os para trás. - A partir da próxima aula, quero que vocês só digam Voldemort. Ah, - ela voltou à sua mesa na frente da sala e abriu um livro.

Correu com os olhos e virava de página em página rapidamente. - Temos aula na segunda-feira, no primeiro período. Vou recomendar a vocês que leiam o primeiro capítulo do livro sobre Feitiços Convocatórios da Arte das Trevas. Apenas leiam, que discutiremos sobre ele na próxima aula. Podem sair.

Os alunos arrumavam rapidamente o seu material. Hermione, que esteve séria e atenciosa durante a aula inteira, demorou um pouco para se ajeitar: ela tinha despejado todos os quatro livros que foram pedidos pela professora em cima da mesa e estava tendo dificuldades para colocar de volta para sua mochila.

Harry e Rony ajudaram, e os três foram os últimos a deixar a sala. A Srta. Lies estava sentada e escrevia algo apressadamente um pergaminho. Logo, ela o enrolou e lacrou, com cera quente, carimbando com o nome de Hogwarts. Lies levantou-se, e percebeu três alunos ainda permaneciam na sala:

- O que vocês estão fazendo aqui? - ela perguntou, com um olhar de desaprovação.

- Estamos ajudando Hermione a arrumar a sua mala. - Harry respondeu tranqüilamente.

A professora olhou para Hermione e depois, para a mochila e os livros que estavam em cima da mesa.

- A senhorita Granger parece ser uma aluna aplicada... - Lies dizia, com um sorriso irônico. - Mas acho que não é muito boa para resolver pequenos problemas, não é mesmo?

De dentro de suas vestes, ela retirou uma varinha bastante interessante: era polida e envernizada, e possuía muitos detalhes no cabo abaixo, aonde ela segurava. Parecia uma serpente esculpida à mão, mas não era como uma serpente do símbolo da Sonserina ou parecida com aquela da Marca Negra de Voldemort: ela era bonita, e chamava a atenção de qualquer um.

A Srta. Lies apontou a varinha em direção à mochila de Hermione e disse:

- Maximum lente!

Aparentemente, não saiu nenhum lampejo e nenhuma faísca da varinha da professora. No entanto, quando Hermione colocou os livros na mochila, ela entrou com muito mais facilidade: o espaço estava ampliado apenas por dentro.

Harry já tinha visto esse tipo de feitiço antes; lembrou-se então do Ford Anglia em que ele e Rony havia andando a caminho de Hogwarts no seu segundo ano: por fora, parecia muito pequeno, mas dentro do carro, ele podia desfrutar de muito espaço e conforto.

- Muito bem, - a Profa. Lies dizia. - Agora que eu já resolvi o problema de vocês, façam o favor de se retirarem. Tenho coisas mais importantes para fazer do que ajudá-los a colocarem seus livros em suas mochilas!

Os três saíram da sala de aula rapidamente, e ouviram a porta da sala batendo e Lies trancá-la por dentro.

- O que deu nela? - Rony perguntou aos amigos, enquanto subia as escadarias em direção à Torre da Grifinória e ajudava Hermione a carregar a sua pesada mochila.

- Não sei, Rony! - Hermione respondeu. - Mas uma coisa é certa: ela é demais! Sabia que esse feitiço de ampliamento necessita de um certo nível de magia? Ela o fez com tanta facilidade! Fora que a aula dela é uma das melhores que eu já assisti. Ela parece que entende bem do assunto...

- Mione! - chamou Rony. - Você consegue executar o feitiço de apagar memória. Acho que ampliar o espaço anterior de alguma coisa deve ser moleza pra você!

Ela ficou meio encabulada com o comentário do amigo, e tentou disfarçar. Os dois ficaram conversando por um tempo, e Harry olhava e sorria para eles de vez em quando. Mas não abriu a boca nem pra espirrar.

- O que é que houve, Harry? - perguntou Mione. - Você ultimamente anda tão quieto.. Não é por causa de Sirius, é?

- Talvez... - Harry respondeu sem ânimo. - Mas acho que esse ano está tudo tão esquisito...

- Esquisito como? - Rony indagou.

- Sei lá... parece que... algo vai acontecer. Eu sei que vai, mas não sei exatamente o que seja. Talvez tenha até acontecido e não tenha percebido isso...

- Do que você está falando, Harry? - Mione agora estava confusa.

- Voldemort...

Desde o ataque dos Comensais na estrada, Harry sentia-se indiferença com aquela inquietação. Estava claro para ele que Hogwarts era um dos lugares mais seguros que existia no mundo. Mas até quando ele poderia ficar assim, sendo protegido? Temia que, esse silêncio de Voldemort seja porque ele tivesse uma arma nas mãos. E se ele tiver pego Sirius?

Harry sentia-se angustiado com tudo isso. Até quando ele iria agüentar, não sabia.


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